31/05/2010


LIMITES NA EDUCAÇÃO INFANTIL




É consenso em qualquer análise comportamental, seja ela feita por especialistas, ou por leigos, que a sociedade atual enfrenta uma grande “crise de valores”. Esta constatação, se evidencia dadas as intensas dificuldades no relacionamento humano, e leia-se aqui o relacionamento em todas as esferas da vida social, desde a convivência no âmbito familiar, no local de trabalho e em locais públicos. Na escola, emergem estas preocupações e fica visível que esta crise de valores está associada ao fato de nos encontrarmos numa sociedade marcada por valores ligados ao poder, à posse, à competição, ao individualismo, à aparência e ao sucesso.

Tanto quanto os aspectos culturais na formação dos limites, as relações afetivas que se estabelecem na família desde a primeira infância, e o desenrolar destas relações quando a criança se vê participando de outros grupos de convivência, como é o caso da escola, podem ser determinantes para o estabelecimento destes limites e a internalização da necessidade destes . Especialistas afirmam que o trabalho com limites pode se dar desde a convivência com bebês, baseado principalmente na qualidade da interação entre pais e criança em termos afetivos, já que a criança que se sente desejada, reconhecida, cuidada e amada, inevitavelmente se sentirá respeitada e esta imagem positiva que se estabelece então pode ser o primeiro dispositivo para o despertar da necessidade das regras. Podemos resumir que o primeiro papel do adulto junto à criança é o de cuidar. Mas não o cuidado trivial e sim aquele permeado de afetividade. Muitas vezes, esta tarefa é atribuída à instituição escolar, desde as EMEIs até as etapas subsequentes ao atendimento escolar.


Neste aspecto, o papel do professor da Educação Infantil se constitui numa relação amorosa, minada de situações coletivas que requerem um grande empenho na minimização dos conflitos e na acolhida de cada criança em sua individualidade. Trata-se de uma tarefa complexa e um tanto “contraditória” , se assim podemos dizer, pois o profissional da educação deve lançar mão de atitudes firmes e ao mesmo tempo ternas a fim de estabelecer tais limites. Não devemos superestimar as funções da escola, nem tampouco vê-las de forma isolada do cotidiano das crianças dentro das suas próprias casas. È preciso que a família conheça e confie no trabalho da escola.

No campo das ações pedagógicas, já com crianças à partir dos quatro anos, a definição de regras pode ser incentivada com a confecção do cartaz de regrinhas. Nesta atividade, a própria turma vai definindo o que acha importante para a boa convivência no ambiente escolar. Utilizando-as como base, as crianças vão policiando suas atitudes e a dos colegas, então, sempre que há uma transgressão grande parte dos alunos se mobilizam para motivar o transgressor a modificar sua postura. O importante é que o cartaz não seja apenas ornamento na sala de aula e sim um instrumento nesta tarefa. Outros ricos recursos podem ser empreendidos nesta missão, desde histórias, fábulas, filmes e brincadeiras. O importante, nesta história é mesmo a criação de um ambiente que estimule a cooperação e uma cumplicidade positiva na escola, pois além de diminuir os problemas disciplinares, ajuda a abrir caminho para o acolhimento das diferenças.

Daniela Ribeiro Rodrigues

Pedagoga, formada pela UNIJALES

Professora da rede municipal de Jales

Cursou recentemente o curso de formação continuada Gênero e Diversidade na Escola pela Ufscar.
Texto publicado no Jornal de Jales 30/05/10

A vista da minha janela

Esta foto é um troféu . É a vista que encontro quando olho pela janela da minha sala de aula. Toda vez que estamos nesta época, a mamãe natureza nos faz um presente indescritível... saímos da aula com a cabeça fervilhando e nos deparamos com esta imagem... celestial...
E, de repente, nos damos conta da grandiosidade da vida.
Obrigado, mamãe...

22/05/2010

Copa do Mundo 2010

A COPA DO MUNDO está chegando e vim pesquisar algumas coisas sobre como trabalhar este tema tão presente no país do futebol, com meus baixinhos. Comecei então pelo mascote, o ZAKUMI uma combinação de palavras em dialetos africano, como “ZA”, abreviação para África do Sul, mais “kumi”, forma escrita do número dez em alguns países do continente. Achei ele uma fofurinha. É um leopardinho muito simpático. Já pensou se fizéssemos ele em E.V.A ? Acho que ficaria muito bom.
Como a Copa é um tema bastante explorado na mídia, fica fácil conduzir as conversas informais com os pequenos, tem outra coisa, eles se amarram em esportes e aí tudo flui com mais facilidade.
O futebol é uma das práticas culturais (esportivas) mais difundidas em âmbito nacional que necessita ser alvo de estudos científicos, na medida em que revela uma rede intrincada de significações. O futebol quando competitivo (profissional) visa à extração de um campeão e, conseqüentemente, rotula vencedores e perdedores. Quando inserido no contexto escolar, possui características específicas, sendo também permeado por tensões, competições, exclusões, inclusões, etc.


O futebol é uma das maiores paixões do povo brasileiro. Neste período de copa do mundo devemos aproveitar esse acontecimento, para enriquecer e dar mais sentido às aulas, conhecer e saber um pouco mais sobre a África do Sul trabalhando também os temas transversais: Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde, Trabalho e Consumo.


Resolvi colocar esta versão que vcs podem imprimir para as crianças pintar.



18/05/2010

Nostalgia

Olá meninas!
Bateu saudade da época das fotos para book...
Aí não teve jeito, não resisti.
Esta aqui é minha sobrinha, a Bella. Linda né?!
Adorei fotografá-la. Muito meiga esta gatinha.
Tiramos tantas fotos que fica até difícil escolher a mais bonita,
mas coloquei só uma amostrinha pra vcs verem que
eu ainda não enferrujei.
Bjokaaaaaas

15/05/2010

Coragem da Fé


Guarda a coragem da própria fé.
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A existência na terra é bendita oportunidade de evoluir.
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Se a provação te visita, recebe-a com paciência.
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A dor, seja qual seja, é sempre um aviso salutar.
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Não te marginalizes, caminhe adiante.
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Não existem caminhos e pedras insuperáveis.
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Quando possível, auxilia aos companheiros na travessia dos entraves maiores que os teus.
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Se agora é o teu momento de auxiliar, é possível que, em breve, venha a surgir o teu momento de receber o socorro alheio.
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Não te entregues à impaciência; reclamação e azedume são processos de perder aquilo de que mais necessites.
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Trabalhe sempre.
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Ainda que as circunstâncias te obriguem  a trabalhar pouco, mantém-te nesse pouco, de vez  que servir espontâneamente é ato dos mais significativos da Criação.
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Se te ofendem, perdoa; Os agressores não sabem o número das atribulações que os esperam.
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Haja o que hover, confia na Providência Divina, porque o Senhor que nos sustentou e dirigiu até hoje, nos sustentará igualmente agora, a fim de prosseguirmos colaborando na edificação da Terra Melhor de Amanhã.
Emmanuel

06/05/2010

Cartaz de aniversariantes

Encomendas para a sala de aula...